Todos conhecemos o cheiro de um livro mais antigo. Gostemos ou não, ele existe e
há uma razão. Cientistas da Universidade de Londres explicam o que acontece nas
páginas amareladas pelo tempo.
Químicos da Universidade de Londres investigaram o odor dos livros antigos e
concluíram que esse cheiro tem origem na reacção produzida entre a composição
orgânica do livro e uma série de factores, como o calor, a luz, a humidade e,
principalmente, os produtos químicos utilizados na sua produção.
Com o passar do tempo cada livro fica repleto de componentes orgânicos muito
voláteis que circulam pelo ar e acabam por ficar impregnados nas páginas.
Estiveram em investigação as propriedades da madeira que fazem o papel e
também a tinta do texto e das ilustrações. Sob o ponto de vista de um químico, a
maior razão do apodrecimento dos livros é a sua acidez, que acelera o processo
de deterioração e acentua o cheiro. É muito comum encontrar elevados níveis de
acidez em livros impressos nos séculos XIX e XX, pelo que se explica o cheiro
associado aos livros mais antigos.
Os peritos afirmam que os livros podem absorver cheiros fortes, presentes no
ambiente, como, por exemplo, o cheiro a tabaco. Acrescentam que a melhor forma
de preservar os livros é guardá-los num local fresco, num ambiente seco e longe
da luz direta do sol.
In: http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2452607&page=1
Espaço dedicado à troca de ideias sobre as bibliotecas e a área da bibliotecnomia
sábado, junho 09, 2012
sexta-feira, maio 18, 2012
VI Encontro CTDI
A disseminação das Tecnologias da Informação e
Comunicação, em todas as áreas da ação humana, formatou um contexto com grandes
desafios no âmbito da criação, pesquisa, avaliação, seleção, organização e
difusão da informação. O perfil de formação e as competências técnicas exigidas
aos profissionais tradicionalmente ligados ao tratamento da informação registada
(arquivistas, bibliotecários e documentalistas) sofreram alterações profundas
para se adaptar ao cenário digital.
CTDI, união de facto entre antigas e novas tecnologias da informação
Otília Lage
(Universidade Lusófona do Porto; CITCEM - Faculdade de Letras da Universidade do Porto)Paulo Ferreira
(Instituto Superior de Engenharia do Porto – Departamento de Informática)
CTDI – uma licenciatura adequada a Bolonha e aos desafios da Sociedade de InformaçãoMaria Inês Peixoto Braga
(Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão – Instituto Politécnico do Porto)
Los estudios de Información y Documentación en EspañaMaría del Carmen Agustín-Lacruz
(Universidad de Zaragoza)
11h30 Debate
12h00 Almoço
Iniciativa Nacional de Acesso Aberto: Origem, evolução e desafios do RCAAP
João Mendes Moreira
(Fundação para a Computação Científica Nacional)
Repositório Digital e Gestão Documental: caso prático
André Vieira
(Instituto Português de Administração de Marketing)
Serviços de Descoberta e Redes Sociais: os novos "Bibliotecários de Referência"?
Filipe Manuel dos Santos Bento
(Universidade de Aveiro)
CTDI em prospetiva
Ana Lúcia Terra
(Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão – Instituto Politécnico do Porto)
16h20 Debate
16h40 Sessão de Encerramento
17h00 Coffee-end
CTDI Instituto Politécnico do Porto | Vila do Conde
Passados dez anos sobre o início da
Licenciatura em Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação (CTDI),
criada para responder às exigências desse novo contexto, impõe-se fazer uma
reflexão sobre este perfil de formação reconfigurado, com uma abordagem
comparativa internacional, considerando as realidades do momento atual e os
desafios emergentes.
As organizações e os seus atores precisam de
tempo para aceder e usar a informação e não podem desperdiçá-lo procurando essa
informação. Os repositórios digitais académicos, de âmbito nacional ou
institucional, promovem a concretização deste pressuposto facilitando o acesso à
informação científica e técnica. Os catálogos, instrumentos centenários de
acesso aos documentos, assumem formas inovadoras e facilitam novos modos de
interação com os utilizadores, aperfeiçoando a sua função primordial de
localização da informação.
Assim, este VI Encontro CTDI
apresenta-se como um fórum de reflexão sobre o papel dos profissionais da
informação enquanto motores de mudança, inovação e melhoria no contexto
organizacional e social.
09h00 Registo e Distribuição de
Documentação
09h30 Sessão de Abertura
10h30 SESSÃO I
10° Aniversário da LCTDI: Reflexão
retrospectiva e comparativa
CTDI, união de facto entre antigas e novas tecnologias da informação
Otília Lage
(Universidade Lusófona do Porto; CITCEM - Faculdade de Letras da Universidade do Porto)Paulo Ferreira
(Instituto Superior de Engenharia do Porto – Departamento de Informática)
CTDI – uma licenciatura adequada a Bolonha e aos desafios da Sociedade de InformaçãoMaria Inês Peixoto Braga
(Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão – Instituto Politécnico do Porto)
Los estudios de Información y Documentación en EspañaMaría del Carmen Agustín-Lacruz
(Universidad de Zaragoza)
11h30 Debate
12h00 Almoço
14h00 SESSÃO II
O Contexto Profissional: Realidades e Desafios
Iniciativa Nacional de Acesso Aberto: Origem, evolução e desafios do RCAAP
João Mendes Moreira
(Fundação para a Computação Científica Nacional)
Repositório Digital e Gestão Documental: caso prático
André Vieira
(Instituto Português de Administração de Marketing)
Serviços de Descoberta e Redes Sociais: os novos "Bibliotecários de Referência"?
Filipe Manuel dos Santos Bento
(Universidade de Aveiro)
CTDI em prospetiva
Ana Lúcia Terra
(Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão – Instituto Politécnico do Porto)
16h20 Debate
16h40 Sessão de Encerramento
17h00 Coffee-end
CTDI Instituto Politécnico do Porto | Vila do Conde
Bebetecas em Portugal
Ana
Margarida Ramos, Professora na Universidade de Aveiro e membro do Centro de
Investigação em Estudos da Criança da Universidade do Minho publicou o título
«Learning
to read before you walk: Portuguese libraries for babies and
toddlers»,
no último número do IFLA Journal.
No
artigo são apresentados alguns exemplos de bibliotecas públicas portuguesas
que
integram bebetecas e que desenvolvem projetos de promoção da leitura juntos de
bebés e das suas famílias. É destacado o papel da biblioteca pública enquanto
promotor de hábitos de leitura desde a primeira infância.
Para
visualizar clique
aqui (IFLA Journal, pp.77-85)
Sistema de Identificador de Objecto Digital
A new International Standard that provides a system for assigning a unique
international identification code to objects for use on digital networks is expected
to bring benefits for publishers, information managers, multi-media
distributors, archive and cultural heritage communities, and the internet
technology industry.
Published by ISO (International Organization for Standardization), ISO 26324:2012, Information and documentation -- Digital object identifier system, is an efficient means of identifying an entity over the Internet and used primarily for sharing with an interested user community or managing as
intellectual property.
A DOI name is an identifier of an entity – physical, digital or abstract – on
digital networks. It provides information about that object, including where
the object, or information about it, can be found on the Internet.
Applications of the DOI system include (but are not limited to) managing information and
documentation location and access; managing metadata; facilitating electronic
transactions; persistent unique identification of any form of any data; and
commercial and non-commercial transactions.
"Uniqueidentifiers (names) are essential for the management of information in any
digital environment,” said Dr. Norman Paskin, Managing Agent of the
International DOI Foundation, and Convenor of the ISO group that developed the
standard. “Hence the DOI system is designed as a generic framework applicable
to any digital object, providing a structured, extensible means of
identification, description and resolution.”
“The DOI system is designed for interoperability: that is to use, or work with,
existing identifier and metadata schemes. DOI names may also be expressed as a
URL, an e-mail address, other identifiers and descriptive metadata.”
ISO 26324:2012 gives the syntax, description and resolution functional components
of the digital object identifier system. It also gives the general principles
for the creation, registration and administration of DOI names.
The DOI system was initiated by the International DOI Foundation (a not-for profit
member-based organization initiated by several publishing organizations) in
1998. The International DOI Foundation is the Registration Authority for ISO
26324. To date, some 60 million DOI names have been assigned to date, through a
growing federation of Registration Agencies around the world.
More information is available on the Website of the International DOI Foundation,
including a list of frequently asked questions: www.doi.org
ISO 26324:2012, Information and documentation -- Digital object identifier system,
was developed by ISO technical committee ISO/TC 46, Information and documentation, subcommittee SC 9, Identification and description. It is available from ISO national member institutes (see the complete list with contact details). It may also be obtained directly from the ISO Central Secretariat, price 92 Swiss francs respectively through the ISO Store or by contacting the Marketing, Communication & Information department.
international identification code to objects for use on digital networks is expected
to bring benefits for publishers, information managers, multi-media
distributors, archive and cultural heritage communities, and the internet
technology industry.
Published by ISO (International Organization for Standardization), ISO 26324:2012, Information and documentation -- Digital object identifier system, is an efficient means of identifying an entity over the Internet and used primarily for sharing with an interested user community or managing as
intellectual property.
A DOI name is an identifier of an entity – physical, digital or abstract – on
digital networks. It provides information about that object, including where
the object, or information about it, can be found on the Internet.
Applications of the DOI system include (but are not limited to) managing information and
documentation location and access; managing metadata; facilitating electronic
transactions; persistent unique identification of any form of any data; and
commercial and non-commercial transactions.
"Uniqueidentifiers (names) are essential for the management of information in any
digital environment,” said Dr. Norman Paskin, Managing Agent of the
International DOI Foundation, and Convenor of the ISO group that developed the
standard. “Hence the DOI system is designed as a generic framework applicable
to any digital object, providing a structured, extensible means of
identification, description and resolution.”
“The DOI system is designed for interoperability: that is to use, or work with,
existing identifier and metadata schemes. DOI names may also be expressed as a
URL, an e-mail address, other identifiers and descriptive metadata.”
ISO 26324:2012 gives the syntax, description and resolution functional components
of the digital object identifier system. It also gives the general principles
for the creation, registration and administration of DOI names.
The DOI system was initiated by the International DOI Foundation (a not-for profit
member-based organization initiated by several publishing organizations) in
1998. The International DOI Foundation is the Registration Authority for ISO
26324. To date, some 60 million DOI names have been assigned to date, through a
growing federation of Registration Agencies around the world.
More information is available on the Website of the International DOI Foundation,
including a list of frequently asked questions: www.doi.org
ISO 26324:2012, Information and documentation -- Digital object identifier system,
was developed by ISO technical committee ISO/TC 46, Information and documentation, subcommittee SC 9, Identification and description. It is available from ISO national member institutes (see the complete list with contact details). It may also be obtained directly from the ISO Central Secretariat, price 92 Swiss francs respectively through the ISO Store or by contacting the Marketing, Communication & Information department.
terça-feira, janeiro 31, 2012
11º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas
“Integração, Acesso e Valor
Social“
As Bibliotecas e os Arquivos
afirmam-se, hoje como no passado, como plataformas privilegiadas para o
acesso à informação e ao conhecimento, conjugando uma complexa
realidade de fatores humanos, materiais e tecnológicos para um exercício
igualitário dos direitos e deveres sociais, cívicos e culturais.
Enquanto organizadores, mediadores e
facilitadores de acesso, os profissionais de informação e
documentação são o esteio essencial para potenciar o valor
social da informação e o alcance estratégico que hoje assumem as
tecnologias de informação pela sua capacidade de construir
integração.
A gestão de sistemas e redes de
informação é uma necessidade fundamental da qual dependem, cada vez
mais, a sustentabilidade e resultados das instituições mas também a relevância
e impacto dos serviços de informação que prestam e da
permanência do património que gerem.
Em 2012, o 11º Congresso Nacional de
Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas apresenta-se como um
espaço de reflexão e debate sobre o presente e o futuro das bibliotecas
e arquivos face a um contexto de condicionalismos e exigências que
desafiam conceitos, meios e soluções.
In: http://www.bad.pt/11congresso/
quarta-feira, janeiro 25, 2012
Apoio a bibliotecas escolares/centros de recurso
Estão abertas de 23 de janeiro a 23 de fevereiro as candidaturas para o Concurso de Apoio a Bibliotecas Escolares/Centros de Recursos que incluam o Ensino Secundário e de Escolas de Ensino Secundário não Agrupadas.
As candidaturas deverão ser apresentadas, individualmente ou em associação, por todas as Escolas que incluam o Ensino Secundário e Escolas de Ensino Secundário não Agrupadas, sedeadas no território nacional.
A instituição que apresenta a candidatura e que fica responsável pela execução do projeto é considerada Entidade Beneficiária do financiamento.
Não são admitidas candidaturas de entidades que tenham em execução projetos apoiados pela Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito de anteriores edições do mesmo concurso.
Apenas são admitidas a concurso as candidaturas apresentadas no formulário abaixo disponível, devidamente preenchido, que reúnam os requisitos exigidos no Regulamento do concurso.
Só são aceites candidaturas online.
A Entidade Beneficiária deverá:
De forma a prevenir dificuldades no envio dos processos, solicita-se que se evite a sua apresentação nos últimos dias do prazo.
As candidaturas ao presente concurso devem ser enviadas até ao dia 23 de fevereiro de 2012.
Consulte aqui os formulários: http://blogue.rbe.min-edu.pt/2012/01/abriu-o-concurso-de-apoio-bibliotecas.html
As candidaturas deverão ser apresentadas, individualmente ou em associação, por todas as Escolas que incluam o Ensino Secundário e Escolas de Ensino Secundário não Agrupadas, sedeadas no território nacional.
A instituição que apresenta a candidatura e que fica responsável pela execução do projeto é considerada Entidade Beneficiária do financiamento.
Não são admitidas candidaturas de entidades que tenham em execução projetos apoiados pela Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito de anteriores edições do mesmo concurso.
Apenas são admitidas a concurso as candidaturas apresentadas no formulário abaixo disponível, devidamente preenchido, que reúnam os requisitos exigidos no Regulamento do concurso.
Só são aceites candidaturas online.
A Entidade Beneficiária deverá:
- em primeiro lugar, preencher o Formulário online (abaixo disponível) correspondente ao concurso aberto,
- registar e guardar o número de processo que lhe foi atribuído.
- para completar a sua candidatura deverá, de seguida, aceder a my-file.gulbenkian.pt e
- proceder à anexação dos documentos obrigatórios ou necessários.
De forma a prevenir dificuldades no envio dos processos, solicita-se que se evite a sua apresentação nos últimos dias do prazo.
As candidaturas ao presente concurso devem ser enviadas até ao dia 23 de fevereiro de 2012.
Consulte aqui os formulários: http://blogue.rbe.min-edu.pt/2012/01/abriu-o-concurso-de-apoio-bibliotecas.html
Ebook disponível: CDU - Classificação Decimal Universal
A CDU – Classificação Decimal
Universal: Tabela de Autoridade, em formato de livro
eletrónico (ebook), já está disponível na Livraria
Online: http://livrariaonline-ebooks.bnportugal.pt/book/1333B5DFB82D91B1A27663996BB814D160C775A2.
Boas Compras,
Susete
domingo, dezembro 11, 2011
Bibliotecas portuguesas ganham plataforma para emprestar ebooks
Há cerca de 42 bibliotecas públicas portuguesas em testes finais para implementação de uma plataforma que irá permitir aos leitores acederem aos acervos de ebooks em qualquer dispositivo com ligação à Internet. Deste grupo, "10 ou 11 bibliotecas académicas" deverão passar a contar com a possibilidade até ao final do ano.
Atualmente, a plataforma já está a ser usada pela Faculdade de Economia do Porto e pelos Institutos Politécnico de Leiria e de Bragança e, ainda antes do Natal, poderá ganhar espaço no site da Biblioteca Nacional, que também já assinou o protocolo para utilização do sistema, avançou o CEO da empresa que assina o projeto.
A solução foi desenvolvida pela Marka, uma empresa portuguesa que se dedica à distribuição de produtos informativos, incluindo ebooks (de livros técnicos). A nova plataforma resulta de um trabalho de 4 anos, no qual participaram cerca de 14 engenheiros (em Portugal e nos EUA), num investimento que ronda os 900 mil euros.
O sistema assenta no recurso a mecanismos de proteção à cópia (DRM) aplicados aos ebooks (numa parceria com a Universidade de Aveiro), para assegurar que o acesso a estes apenas é feito na medida em que seja permitido pela instituição (ou editor) que detém os direitos sobre os livros, e numa plataforma tecnológica que "guarda" estes ebooks online e permite o acesso aos mesmos pelos utilizadores (autenticados) das bibliotecas, explicou Manuel Gonçalves Neves, em entrevista ao TeK.
Segundo o responsável, aquilo que pode parecer simples, como a ideia de colocar os ebooks de uma biblioteca pública (académica, municipal, etc) ao alcance dos seus leitores através da Internet, sem necessidade de se deslocarem ao edifício para lê-los, era até à data muito difícil, devido a fatores como a resistência dos editores, que receavam ver as obras distribuídas sem autorização.
Até agora, "para acederem a um livro em formato digital, as pessoas faziam fila para usar o computador da biblioteca" onde este se encontrasse disponível, ilustra o fundador e diretor executivo da Marka, que também fornece a plataforma, mediante pagamento, a instituições e empresas fora do país.
São os contratos com empresas e bibliotecas privadas que permitem rentabilizar a solução. Em território nacional, será oferecida a bibliotecas públicas, como as presentes em universidades e municípios.
A outra parte do negócio é sustentada pela venda de ebooks através do site MyEbooks, onde é possível adquirir os livros digitais (técnicos e científicos) em formatos ePub e ePDF e, portanto, compatíveis com todos os leitores que suportem os formatos. Utilizadores de Windows e PC podem recorrer, por exemplo, ao software Adobe Digital Editions ou Bluefire Reader, disponíveis para download gratuito.
Embora os livros de editores portugueses sejam distribuídos pela empresa e colocados na sua loja online de forma gratuita, esta recebe ainda uma comissão sobre os títulos vendidos, o que constitui outra fonte de rendimento.
Note-te que a loja da empresa é independente do "armazém" de ebooks destinado aos livros que pertencem às bibliotecas - e aos quais os leitores inscritos nas mesmas terão acesso. De acordo com os dados fornecidos por Manuel Gonçalves Neves, nesta fase há na base de dados destinada às bibliotecas 9 mil ebooks, sendo que a cada dia são carregados mais 22.
Joana M. Fernandes
In: http://tek.sapo.pt/noticias/computadores/bibliotecas_portuguesas_ganham_plataforma_par_1206040.html
Atualmente, a plataforma já está a ser usada pela Faculdade de Economia do Porto e pelos Institutos Politécnico de Leiria e de Bragança e, ainda antes do Natal, poderá ganhar espaço no site da Biblioteca Nacional, que também já assinou o protocolo para utilização do sistema, avançou o CEO da empresa que assina o projeto.
A solução foi desenvolvida pela Marka, uma empresa portuguesa que se dedica à distribuição de produtos informativos, incluindo ebooks (de livros técnicos). A nova plataforma resulta de um trabalho de 4 anos, no qual participaram cerca de 14 engenheiros (em Portugal e nos EUA), num investimento que ronda os 900 mil euros.
O sistema assenta no recurso a mecanismos de proteção à cópia (DRM) aplicados aos ebooks (numa parceria com a Universidade de Aveiro), para assegurar que o acesso a estes apenas é feito na medida em que seja permitido pela instituição (ou editor) que detém os direitos sobre os livros, e numa plataforma tecnológica que "guarda" estes ebooks online e permite o acesso aos mesmos pelos utilizadores (autenticados) das bibliotecas, explicou Manuel Gonçalves Neves, em entrevista ao TeK.
Segundo o responsável, aquilo que pode parecer simples, como a ideia de colocar os ebooks de uma biblioteca pública (académica, municipal, etc) ao alcance dos seus leitores através da Internet, sem necessidade de se deslocarem ao edifício para lê-los, era até à data muito difícil, devido a fatores como a resistência dos editores, que receavam ver as obras distribuídas sem autorização.
Até agora, "para acederem a um livro em formato digital, as pessoas faziam fila para usar o computador da biblioteca" onde este se encontrasse disponível, ilustra o fundador e diretor executivo da Marka, que também fornece a plataforma, mediante pagamento, a instituições e empresas fora do país.
São os contratos com empresas e bibliotecas privadas que permitem rentabilizar a solução. Em território nacional, será oferecida a bibliotecas públicas, como as presentes em universidades e municípios.
A outra parte do negócio é sustentada pela venda de ebooks através do site MyEbooks, onde é possível adquirir os livros digitais (técnicos e científicos) em formatos ePub e ePDF e, portanto, compatíveis com todos os leitores que suportem os formatos. Utilizadores de Windows e PC podem recorrer, por exemplo, ao software Adobe Digital Editions ou Bluefire Reader, disponíveis para download gratuito.
Embora os livros de editores portugueses sejam distribuídos pela empresa e colocados na sua loja online de forma gratuita, esta recebe ainda uma comissão sobre os títulos vendidos, o que constitui outra fonte de rendimento.
Note-te que a loja da empresa é independente do "armazém" de ebooks destinado aos livros que pertencem às bibliotecas - e aos quais os leitores inscritos nas mesmas terão acesso. De acordo com os dados fornecidos por Manuel Gonçalves Neves, nesta fase há na base de dados destinada às bibliotecas 9 mil ebooks, sendo que a cada dia são carregados mais 22.
Joana M. Fernandes
In: http://tek.sapo.pt/noticias/computadores/bibliotecas_portuguesas_ganham_plataforma_par_1206040.html
domingo, dezembro 04, 2011
Nova Biblioteca Municipal de Stuttgart
A nova Biblioteca Municipal de Stuttgart (Alemanha) foi projetada pelo arquiteto Eun Young Yi ; é constituída por nove andares repletos de livros nas mais variadas línguas e teve um custo de aproximadamente 80 milhões de euros. Apostou-se na arquitetura e design para conquistar os leitores.
quinta-feira, novembro 17, 2011
"Design thinking" aplicado nas bibliotecas
Design Thinking é uma abordagem, uma forma de pensar, e encarar problemas centrada na empatia, colaboração e experimentação. Em projetos que utilizam essa abordagem, atributos como criatividade, curiosidade, trabalho em equipa, polivalência e foco no utilizador final estão sempre presentes.
Na apresentação anterior podemos verificar que o design thinking também pode ser aplicado em serviços de bibliotecas e centros de documentação.
quarta-feira, novembro 16, 2011
Hamster Free eBook Converter
Convertor de livros eletrónicos
Hamster eBook Converter é um conversor em formato livre para livros eletrónicos disponíveis para o Windows 7, Windows Vista e Windows XP.
Pode executar os dispositivos mais importantes e formatos: Amazon Kindle, iPad, iPhone 3, iPhone 4, iPod, iRiver, Sony, Nook, Kobo, etc.
Uma das principais características é uma interface amigável e fácil de usar, disponível em 41 idiomas, permitindo que grandes mudanças por lotes, escolhendo uma das seguintes opções: TXT, Adobe PDF, FB2, LIT, HTMLZ, PDB, EPUB e LRF .
A operação é simples: arrastar os arquivos ou adicioná-los através do "Add Files". Uma vez adicionado pode ver a extensão de nome, tamanho, e alterar os metadados. Em seguida, escolher o dispositivo compatível, e pressionar o botão "Convert"
Pode executar os dispositivos mais importantes e formatos: Amazon Kindle, iPad, iPhone 3, iPhone 4, iPod, iRiver, Sony, Nook, Kobo, etc.
Uma das principais características é uma interface amigável e fácil de usar, disponível em 41 idiomas, permitindo que grandes mudanças por lotes, escolhendo uma das seguintes opções: TXT, Adobe PDF, FB2, LIT, HTMLZ, PDB, EPUB e LRF .
A operação é simples: arrastar os arquivos ou adicioná-los através do "Add Files". Uma vez adicionado pode ver a extensão de nome, tamanho, e alterar os metadados. Em seguida, escolher o dispositivo compatível, e pressionar o botão "Convert"
sexta-feira, novembro 04, 2011
I Congresso do Livro discutiu alternativas “para que o livro não morra”
Ainda conclusões do Congresso do Livro, realizado nos passados dias 28 e 29, na Ilha Terceira. Trataram-se, de forma abrangente e pertinente, mas não sem controvérsia, praticamente todas as questões que afectam, na actualidade, o mundo editorial e livreiro e, claro, a leitura e os leitores.
«A revolução digital está em nosso redor, é um momento transformador, o equivalente ao momento da revolução de Gutenberg», afirmou Fergal Tobin, presidente da Federação Europeia de Editores e um dos convidados do I Congresso do Livro, organizado pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) e que reuniu nos últimos dias editores, livreiros e agentes literários na Praia da Vitória, ilha da Terceira, Açores.
(por Isabel Coutinho, in Público, ler resto da notícia)
O presente e o futuro das livrarias
Com o devido agradecimento, partilhamos aqui a intervenção, no Congresso do Livro, de Jaime Bulhosa, da livraria “Pó dos Livros“, que, pela sua lucidez e acuidade, merece sem dúvida atenção e reflexão, mesmo que se possa divergir ou discordar da opinião nela expressa. Um tema sem dúvida controverso e actual, para quem gosta e precisa de livros.
«Antes de avançar para o tema específico deste texto, desejaria abrir um parêntesis, fazer uma breve distinção entre o que é uma livraria propriamente dita e o que é, por oposição, um espaço comercial que também vende livros.As diferenças e desigualdades entre uma e outra são muitas e não importa aqui analisá-las topas em pormenor – elas são óbvias. Diria, de uma forma simples, que a principal diferença estará, provavelmente, na presença de um livreiro ou, pelo contrário, de um mero vendedor de livros…»
(in O BLOGUE DO ENCONTRO LIVREIRO, ler resto do artigo)
Uma Biblioteca sem livros continua a ser uma Biblioteca?
Tim Newcomb, da TIME U.S. coloca pertinentemente a questão a propósito da recente abertura, na Universidade de Drexel, da Library Learning Terrace, onde apenas existem filas de computadores, com muitos assentos, que dão acesso aos 170 milhões de itens electrónicos desta Universidade de Philadelphia. A sua reitora, Danuta Nitecki, reitera, em abono do conceito que, “não contemos apenas livros, contemos conhecimento”. A controvérsia estabeleceu-se e, noutras bibliotecas, movimentos análogos têm ocorrido. Ainda na era do advento dos e-books, quem pode antever o futuro dos livros? (v. TIME.com, ler artigo, em inglês)
In: http://blogue.sitiodolivro.pt/2011/11/04/uma-biblioteca-sem-livros-continua-a-ser-uma-biblioteca/
In: http://blogue.sitiodolivro.pt/2011/11/04/uma-biblioteca-sem-livros-continua-a-ser-uma-biblioteca/
FUTURO PARECE PASSAR PELA DIGITALIZAÇÃO DOS ARQUIVOS PORTUGUESES
No artigo "União Europeia. Património cultural vai ser digitalizado", o "Público" de dia 29 anunciava que a "Comissão Europeia quer que Portugal digitalize 500 mil documentos ou obras culturais até 2015. O pedido abrange os restantes estados-membros, aos quais a Comissão pede que prossigam esforços para digitalizar o património cultural. Este deverá ser disponibilizado pela Europeana, biblioteca digital, arquivo e museu, e ser consultado para fins comerciais e não comerciais, como o desenvolvimento de conteúdos de ensino e de aprendizagem ou para o meio turístico".
Se conjugarmos esta informação com declarações do Secretário de Estado da Cultura ao mesmo jornal em que afirmava que "no caso dos arquivos, o Governo vai acelerar o projecto de digitalização recorrendo ao apoio do programas europeus a que se vai candidatar", podemos começar a entrever uma das grandes linhas de intervenção neste domínio, no futuro próximo (cf. post de dia 14-10, abaixo).
In: http://penteado.blogspot.com/
Se conjugarmos esta informação com declarações do Secretário de Estado da Cultura ao mesmo jornal em que afirmava que "no caso dos arquivos, o Governo vai acelerar o projecto de digitalização recorrendo ao apoio do programas europeus a que se vai candidatar", podemos começar a entrever uma das grandes linhas de intervenção neste domínio, no futuro próximo (cf. post de dia 14-10, abaixo).
In: http://penteado.blogspot.com/
quinta-feira, novembro 03, 2011
Quando uma criança não lê ...
Campanha publicitária canadiana. Vejam é fantástico.
In: http://bibliotequices.blogspot.com/2011/10/quando-uma-crianca-nao-le.html
In: http://bibliotequices.blogspot.com/2011/10/quando-uma-crianca-nao-le.html
Uma Biblioteca com 170 anos
Por alvará da rainha Dª Maria II, como consequência da legislação liberal sobre a fundação de bibliotecas, foi criada em 13 de Julho de 1841 a BIBLIOTECA PÚBLICA DE BRAGA, ficando instalada no antigo Convento dos Congregados, onde começaram a ser recolhidos e tratados os livros provenientes das riquíssimas livrarias conventuais da região.
O seu primeiro bibliotecário, Manuel Rodrigues da Silva Abreu, homem de firmes convicções liberais, competente e dedicado, enfrentou desde o início inúmeros obstáculos, a começar pelo facto de a biblioteca ter que partilhar as instalações com o Liceu de Braga até à hostilidade do então presidente da Câmara bracarense, movido por interesses obscuros. Em 1846, durante a revolta da Maria da Fonte, a biblioteca chegou mesmo a ser ocupada por forças miguelistas, o mesmo sucedendo no ano seguinte, perante o desespero do bibliotecário que, corajosamente, durante dias permaneceu nas instalações para evitar roubos e destruições de livros.
Contra a sua vontade a biblioteca foi inaugurada oficialmente, por imposição camarária, em 1857, fechando as portas logo no dia seguinte, por não ter condições para estar aberta ao público, o que só viria a acontecer um ano depois.
Rodrigues Abreu faleceu em 1869 e a partir daí a BPB foi funcionando irregularmente até atingir enorme decadência nos anos finais da monarquia, altura em que era vítima de grande desleixo e mesmo roubo de obras valiosas feito por alguns seus funcionários.
Com a proclamação da República e a nomeação de Alberto Feio como seu bibliotecário (director em 1918), a biblioteca ganha novo fôlego e novas responsabilidades, com a criação do Arquivo Distrital, dela dependente, em 1917 e a aposta decidida na sua dignificação e colocação ao serviço de um público cada vez mais numeroso e exigente, que os anseios culturais do novo regime a ela atraíam.
As instalações tornaram-se exíguas, as colecções bibliográficas e os fundos documentais aumentavam incessantemente, durante anos procurou-se um espaço alternativo, até que em 2 Dezembro 1934, já em pleno Estado Novo, se inaugurou solenemente o novo edifício da biblioteca e do arquivo, instalados agora no antigo Paço do arcebispo D. José de Bragança, magnificamente restaurado para o efeito, a que depois se acrescentariam a ala medieval e a galeria Moura Teles.
Entretanto a BPB passou a beneficiar de depósito legal e a receber por compra ou doação espólios de grandes figuras locais, tornando-se por esse facto uma instituição cultural de relevo.
Contudo vivia com grandes dificuldades, quer em termos de recursos humanos, quer financeiros, o que limitava parte da sua actividade como serviço público (apesar da criação de uma secção infantil), atrasando-se o tratamento técnico das novas publicações e a sua disponibilização para leitura pública, bem como a preservação do valioso acervo.
Após o 25 de Abril de 1974 foi integrada na Universidade do Minho, em Dezembro de 1975, tendo beneficiado, sobretudo nos primeiros anos, do forte investimento que a UM fez na remodelação e conservação do edifício e colecções, na aquisição de mobiliário e equipamento, na informatização e no reforço do quadro de pessoal.
A BPB, mantendo-se aberta a todos os públicos, é hoje essencialmente uma biblioteca erudita e de conservação, detentora de um valioso património bibliográfico que urge preservar, o que faz com que seja procurada sobretudo por professores e estudantes universitários e por investigadores das mais diversas áreas do conhecimento.
Com todo este historial, sabendo sobreviver às mais diversas vicissitudes, instalada há 170 anos no coração de Braga, ao seu serviço e da região, a Biblioteca Publica de Braga, sem perder a sua identidade, a sua matriz simbólica, ciente dos problemas que terá que enfrentar, aguarda serena mas responsavelmente os desafios do futuro para prosseguir a sua missão como instituição da memória e espaço democrático de informação, cultura e conhecimento, acolhendo como sempre de braços abertos todos quantos a procuram e dela necessitam.
Henrique Barreto Nunes
In: http://www.bad.pt/noticia/2011/07/20/uma-biblioteca-com-170-anos/
O seu primeiro bibliotecário, Manuel Rodrigues da Silva Abreu, homem de firmes convicções liberais, competente e dedicado, enfrentou desde o início inúmeros obstáculos, a começar pelo facto de a biblioteca ter que partilhar as instalações com o Liceu de Braga até à hostilidade do então presidente da Câmara bracarense, movido por interesses obscuros. Em 1846, durante a revolta da Maria da Fonte, a biblioteca chegou mesmo a ser ocupada por forças miguelistas, o mesmo sucedendo no ano seguinte, perante o desespero do bibliotecário que, corajosamente, durante dias permaneceu nas instalações para evitar roubos e destruições de livros.
Contra a sua vontade a biblioteca foi inaugurada oficialmente, por imposição camarária, em 1857, fechando as portas logo no dia seguinte, por não ter condições para estar aberta ao público, o que só viria a acontecer um ano depois.
Rodrigues Abreu faleceu em 1869 e a partir daí a BPB foi funcionando irregularmente até atingir enorme decadência nos anos finais da monarquia, altura em que era vítima de grande desleixo e mesmo roubo de obras valiosas feito por alguns seus funcionários.
Com a proclamação da República e a nomeação de Alberto Feio como seu bibliotecário (director em 1918), a biblioteca ganha novo fôlego e novas responsabilidades, com a criação do Arquivo Distrital, dela dependente, em 1917 e a aposta decidida na sua dignificação e colocação ao serviço de um público cada vez mais numeroso e exigente, que os anseios culturais do novo regime a ela atraíam.
As instalações tornaram-se exíguas, as colecções bibliográficas e os fundos documentais aumentavam incessantemente, durante anos procurou-se um espaço alternativo, até que em 2 Dezembro 1934, já em pleno Estado Novo, se inaugurou solenemente o novo edifício da biblioteca e do arquivo, instalados agora no antigo Paço do arcebispo D. José de Bragança, magnificamente restaurado para o efeito, a que depois se acrescentariam a ala medieval e a galeria Moura Teles.
Entretanto a BPB passou a beneficiar de depósito legal e a receber por compra ou doação espólios de grandes figuras locais, tornando-se por esse facto uma instituição cultural de relevo.
Contudo vivia com grandes dificuldades, quer em termos de recursos humanos, quer financeiros, o que limitava parte da sua actividade como serviço público (apesar da criação de uma secção infantil), atrasando-se o tratamento técnico das novas publicações e a sua disponibilização para leitura pública, bem como a preservação do valioso acervo.
Após o 25 de Abril de 1974 foi integrada na Universidade do Minho, em Dezembro de 1975, tendo beneficiado, sobretudo nos primeiros anos, do forte investimento que a UM fez na remodelação e conservação do edifício e colecções, na aquisição de mobiliário e equipamento, na informatização e no reforço do quadro de pessoal.
A Biblioteca Pública de Braga, unidade cultural da universidade, tornou-se uma referência a nível nacional, quer pela sua riqueza patrimonial, quer pelas inúmeras actividade de promoção do livro e da leitura que começou a realizar a partir de 1983, tais como encontros com escritores (o emblemático “Um escritor apresenta-se”), lançamentos de novos livros, conferências, colóquios, exposições, recitais de poesia, visitas de estudo, iniciativas voltadas para o público jovem, edição de catálogos e estudos diversos, colaboração regular na revista “Forum” (do Conselho Cultural da Univ. do Minho), etc.Foi ainda por sugestão da BPB que nasceu a ideia da criação de uma biblioteca de leitura pública em Braga, numa solução inédita integrada no programa Bibliopolis do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, que envolveu a Universidade do Minho, a Câmara Municipal de Braga e o referido Instituto, concretizada em 2005 com a inauguração da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, de cujos fundos bibliográficos é beneficiária.
A BPB, mantendo-se aberta a todos os públicos, é hoje essencialmente uma biblioteca erudita e de conservação, detentora de um valioso património bibliográfico que urge preservar, o que faz com que seja procurada sobretudo por professores e estudantes universitários e por investigadores das mais diversas áreas do conhecimento.
Com todo este historial, sabendo sobreviver às mais diversas vicissitudes, instalada há 170 anos no coração de Braga, ao seu serviço e da região, a Biblioteca Publica de Braga, sem perder a sua identidade, a sua matriz simbólica, ciente dos problemas que terá que enfrentar, aguarda serena mas responsavelmente os desafios do futuro para prosseguir a sua missão como instituição da memória e espaço democrático de informação, cultura e conhecimento, acolhendo como sempre de braços abertos todos quantos a procuram e dela necessitam.
Henrique Barreto Nunes
In: http://www.bad.pt/noticia/2011/07/20/uma-biblioteca-com-170-anos/
Tomada de posição pública da BAD sobre o Acesso Livre ao Conhecimento
O Conselho Diretivo Nacional da BAD, associando-se ao evento internacional “Open Access Week 2011” – iniciativa que decorre de 24 a 30 de Outubro e se constitui como um acontecimento à escala mundial que pretende promover a divulgação de ações e projetos no domínio do acesso livre ao conhecimento – apresentou a tomada de posição pública, onde pretende distinguir e justamente valorizar o trabalho desenvolvido por todos os profissionais de informação e documentação na promoção do livre acesso à informação, ao mesmo tempo que apela aos responsáveis políticos do nosso país para a necessidade de reforçar o acesso livre ao conhecimento, garantindo a disponibilização generalizada da informação produzida com financiamento público.
In: http://www.bad.pt/noticia/2011/10/27/tomada-de-posicao-publica-da-bad-sobre-o-acesso-livre-ao-conhecimento/O Conselho Diretivo Nacional da BAD
- A Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (BAD), enquanto estrutura representativa dos profissionais de informação e documentação portugueses, associou-se desde cedo ao movimento Open Access que promove o Acesso Livre ao conhecimento e à informação científica, tendo apoiado convictamente a defesa e disseminação das iniciativas Open Access em Portugal.
- Deste modo, e na sequência natural de outras iniciativas da Associação no domínio do Open Access, quer no âmbito dos Congressos Nacionais BAD – como a Declaração do Estoril sobre o acesso à informação (2005) ou as conclusões do último Congresso em Guimarães (2010) – quer ainda nas atividades da sua Secção de Bibliotecas do Ensino Superior ou em ações propostas no plano de formação contínua, a BAD associa-se ao evento internacional “Open Access Week 2011”.
- Esta iniciativa constitui-se como um evento global que pretende promover a divulgação de ações e projetos no domínio do acesso livre ao conhecimento, nomeadamente a disponibilização de resultados científicos e académicos em repositórios institucionais, a publicação de revistas científicas em acesso livre e a disponibilização de recursos educativos abertos.
- O Conselho Diretivo Nacional da BAD pretende assim distinguir e valorizar publicamente o trabalho desenvolvido por todos os profissionais de informação e documentação na promoção do livre acesso à informação, em particular no âmbito da criação e operacionalização de repositórios institucionais em acesso aberto, destacando de forma significativa o sucesso do projeto RCAAP – Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal que o tornaram num exemplo referenciado internacionalmente.
- Sendo Portugal, por via da ação dos profissionais envolvidos no movimento Open Access, um caso de sucesso europeu e uma referência e exemplo de boa prática a nível internacional, torna-se, porém, absolutamente necessário alertar para o muito que ainda há a fazer. Várias são as instituições portuguesas de Ensino e Ciência que ainda não disponibilizam em acesso aberto a sua informação científica e académica, e em muitas outras, já dotadas de infraestruturas tecnológicas para o fazer, o crescimento tem-se revelado incipiente, e escasso o investimento dos seus responsáveis institucionais, não dotando as bibliotecas e os serviços de informação e documentação dos meios necessários para o seu desenvolvimento e, particularmente, não apostando em mandatos ou políticas que promovam o acesso aberto.
- O Conselho Diretivo Nacional da BAD considera urgente para o sistema científico português a necessidade de reforçar o acesso livre ao conhecimento, garantindo a disponibilização generalizada da informação produzida com financiamento público. Apelamos por isso aos responsáveis políticos e institucionais do nosso país para que amplifiquem as recomendações já delineadas, nomeadamente pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (declaração de Novembro de 2006) e pela Associação das Universidades Europeias (Março de 2008), e em especial a aplicação de orientações similares às que são seguidas nas instituições financiadoras da União Europeia, as quais afirmam que a investigação financiada com dinheiros públicos deve ser largamente difundida através da publicação em livre acesso de dados e documentos científicos.
- Assumimos, assim, o compromisso de continuar a acompanhar atenta e criticamente a evolução neste domínio em Portugal, considerando que o acesso livre ao conhecimento é uma das alavancas determinantes do progresso científico e do desenvolvimento social e económico, a nível europeu e mundial.
26 de Outubro de 2011
O livro "Formar Professores / Desenvolver Bibliotecas Escolares"
O Theka – Projecto Gulbenkian de Formação de Professores Responsáveis pelo Desenvolvimento de Bibliotecas Escolares foi uma iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian que teve como objectivo chamar a atenção para a importância de que se revestem as bibliotecas escolares no processo de aprendizagem e para a necessidade que elas funcionem em condições adequadas sob a responsabilidade de professores devidamente preparados.
O projecto desenvolveu-se entre 2004 e 2008 e formou 76 docentes dos primeiros níveis do sistema educativo por regiões educativas do país.
O projecto desenvolveu-se entre 2004 e 2008 e formou 76 docentes dos primeiros níveis do sistema educativo por regiões educativas do país.
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