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sábado, junho 09, 2012

Bibliotecas portuguesas aderem à iniciativa Sister Libraries

Sister Libraries é uma iniciativa promovida pelo fórum NAPLE National Authorities on Public Libraries in Europe, que tem por objetivo fomentar a cooperação entre bibliotecas de diferentes países europeus, em áreas de interesse comum.

Em Portugal, até ao momento, participam nesta iniciativa as bibliotecas municipais de Arcos de Valdevez, Aveiro, Castro Marim, Lousada, Torres Novas e Valença.

No âmbito deste programa, foram já estabelecidas as seguintes parcerias:

  • Biblioteca Municipal de Aveiro – Biblioteca Pública de Cracóvia (Polónia)
  • Biblioteca Municipal de Valença – Biblioteca Pública de Kuusamo (Finlândia)
  • Biblioteca Municipal de Valença – Biblioteca Pública de Piran (Eslovénia)
  • Biblioteca Municipal de Valença – Biblioteca Pública de Sant Joan de Vilatorrada «Cal Gallifa» (Espanha)
  • Biblioteca Municipal de Lousada – Biblioteca Torrente Ballester (Salamanca, Espanha)
  • Biblioteca Municipal de Torres Novas – Biblioteca Pública de Piran (Eslovénia)
  • Biblioteca Municipal de Torres Novas – Biblioteca Estatal de Ciudad Real (Espanha)

Fruto da parceria estabelecida entre a Biblioteca Municipal de Aveiro e a Biblioteca Pública de Cracóvia, ambas a bibliotecas realizaram um conjunto de fotografias no espaço da biblioteca, tendo por base as capas de livros das suas coleções. As fotografias realizadas pela Biblioteca Municipal de Aveiro podem ser vistas na sua página de Facebook e as da Biblioteca Pública de Cracóvia podem também ser vistas online.

Toda a informação relativa ao Programa Sister Libraries encontra-se disponível em: http://sisterlibrariesnaple.wordpress.com

sábado, agosto 13, 2011

Proença-a-Nova: biblioteca móvel combate isolamento

Proença-a-Nova não baixa os braços perante o despovoamento acelerado das aldeias. Agora, há uma biblioteca móvel que leva livros, jornais e revistas às terras onde já não há quiosques, àqueles a quem as pernas já não ajudam e mesmo àqueles que não sabem ler.

Na aldeia de Fórneas, distante à volta de uns 20 quilómetros de Proença-a-Nova, o largo à entrada do povo será em breve uma espécie de centro comercial sobre rodas.

Ao cair da tarde, quente e seca, hão-de chegar a padeira, o merceeiro, o carteiro, o homem das rações e o bibliotecário.

Esta bibliomóvel, em tudo igual às outras bibliotecas, com a singular diferença de contar também com os que não sabem ler, segue pelas mesmas estradas que levaram mais do que trouxeram.

In: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/bibliomovel-biblioteca-proenca-a-nova-livros-revistas-tvi24/1270190-4071.html

quinta-feira, agosto 11, 2011

Viegas considera que "Portugal tem um excesso de equipamentos culturais"

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, admitiu hoje, no Parlamento, que "Portugal tem um excesso de equipamentos culturais" e muitos deles não estão aproveitados.

Das 70 salas da rede de cine-teatros, só sete cumprem as exigencias para ter acesso às verbas do QREN-Quadro de Referência Estratégico Nacional: ter 150 eventos programados e cinco mil espetadores, disse o secretario de Estado da Cultura na comissao parlamentar de Educação, Ciência e Cultura.

"Há um problema sério com os cine-teatros", lamentou. "Portugal tem excesso de equipamentos culturais. Lamento ser politicamente incorreto", continuou Francisco José Viegas, avisando que poderá não haver público para tantos espaços.

Vamos assistir ao estrangulamento financeiro de muitas autarquias" se a sustentabilidade dos cine-teatros não for assegurada, disse.

O tutelar da pasta da Cultura falou ainda da área do livro e das bibliotecas como um segmento central do seu trabalho, mas também aqui admitiu problemas.

"As bibliotecas da rede péblica vivem um periodo de crise e precisam de um novo plano", afirmou.
Como razões dessa crise apontou a mudança dos hábitos de leitura e o crescimento da rede de bibliotecas escolares, que atualmente são concorrentes das bibliotecas públicas, reconheceu.

In: http://www.ionline.pt/conteudo/139492-portugal-tem-um-excesso-equipamentos-culturais

terça-feira, julho 26, 2011

Uma Biblioteca com 170 anos

Por alvará da rainha Dª Maria II, como consequência da legislação liberal sobre a fundação de bibliotecas, foi criada em 13 de Julho de 1841 a BIBLIOTECA PÚBLICA DE BRAGA, ficando instalada no antigo Convento dos Congregados, onde começaram a ser recolhidos e tratados os livros provenientes das riquíssimas livrarias conventuais da região.

O seu primeiro bibliotecário, Manuel Rodrigues da Silva Abreu, homem de firmes convicções liberais, competente e dedicado, enfrentou desde o início inúmeros obstáculos, a começar pelo facto de a biblioteca ter que partilhar as instalações com o Liceu de Braga até à hostilidade do então presidente da Câmara bracarense, movido por interesses obscuros. Em 1846, durante a revolta da Maria da Fonte, a biblioteca chegou mesmo a ser ocupada por forças miguelistas, o mesmo sucedendo no ano seguinte, perante o desespero do bibliotecário que, corajosamente, durante dias permaneceu nas instalações para evitar roubos e destruições de livros.
Contra a sua vontade a biblioteca foi inaugurada oficialmente, por imposição camarária, em 1857, fechando as portas logo no dia seguinte, por não ter condições para estar aberta ao público, o que só viria a acontecer um ano depois.
Rodrigues Abreu faleceu em 1869 e a partir daí a BPB foi funcionando irregularmente até atingir enorme decadência nos anos finais da monarquia, altura em que era vítima de grande desleixo e mesmo roubo de obras valiosas feito por alguns seus funcionários.
Com a proclamação da República e a nomeação de Alberto Feio como seu bibliotecário (director em 1918), a biblioteca ganha novo fôlego e novas responsabilidades, com a criação do Arquivo Distrital, dela dependente, em 1917 e a aposta decidida na sua dignificação e colocação ao serviço de um público cada vez mais numeroso e exigente, que os anseios culturais do novo regime a ela atraíam.
As instalações tornaram-se exíguas, as colecções bibliográficas e os fundos documentais aumentavam incessantemente, durante anos procurou-se um espaço alternativo, até que em 2 Dezembro 1934, já em pleno Estado Novo, se inaugurou solenemente o novo edifício da biblioteca e do arquivo, instalados agora no antigo Paço do arcebispo D. José de Bragança, magnificamente restaurado para o efeito, a que depois se acrescentariam a ala medieval e a galeria Moura Teles.
Entretanto a BPB passou a beneficiar de depósito legal e a receber por compra ou doação espólios de grandes figuras locais, tornando-se por esse facto uma instituição cultural de relevo.
Contudo vivia com grandes dificuldades, quer em termos de recursos humanos, quer financeiros, o que limitava parte da sua actividade como serviço público (apesar da criação de uma secção infantil), atrasando-se o tratamento técnico das novas publicações e a sua disponibilização para leitura pública, bem como a preservação do valioso acervo.
Após o 25 de Abril de 1974 foi integrada na Universidade do Minho, em Dezembro de 1975, tendo beneficiado, sobretudo nos primeiros anos, do forte investimento que a UM fez na remodelação e conservação do edifício e colecções, na aquisição de mobiliário e equipamento, na informatização e no reforço do quadro de pessoal.
A Biblioteca Pública de Braga, unidade cultural da universidade, tornou-se uma referência a nível nacional, quer pela sua riqueza patrimonial, quer pelas inúmeras actividade de promoção do livro e da leitura que começou a realizar a partir de 1983, tais como encontros com escritores (o emblemático “Um escritor apresenta-se”), lançamentos de novos livros, conferências, colóquios, exposições, recitais de poesia, visitas de estudo, iniciativas voltadas para o público jovem, edição de catálogos e estudos diversos, colaboração regular na revista “Forum” (do Conselho Cultural da Univ. do Minho), etc.
Foi ainda por sugestão da BPB que nasceu a ideia da criação de uma biblioteca de leitura pública em Braga, numa solução inédita integrada no programa Bibliopolis do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, que envolveu a Universidade do Minho, a Câmara Municipal de Braga e o referido Instituto, concretizada em 2005 com a inauguração da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, de cujos fundos bibliográficos é beneficiária.
A BPB, mantendo-se aberta a todos os públicos, é hoje essencialmente uma biblioteca erudita e de conservação, detentora de um valioso património bibliográfico que urge preservar, o que faz com que seja procurada sobretudo por professores e estudantes universitários e por investigadores das mais diversas áreas do conhecimento.
Com todo este historial, sabendo sobreviver às mais diversas vicissitudes, instalada há 170 anos no coração de Braga, ao seu serviço e da região, a Biblioteca Publica de Braga, sem perder a sua identidade, a sua matriz simbólica, ciente dos problemas que terá que enfrentar, aguarda serena mas responsavelmente os desafios do futuro para prosseguir a sua missão como instituição da memória e espaço democrático de informação, cultura e conhecimento, acolhendo como sempre de braços abertos todos quantos a procuram e dela necessitam.

Henrique Barreto Nunes

In: http://www.bad.pt/noticia/2011/07/20/uma-biblioteca-com-170-anos/

quarta-feira, julho 20, 2011

Hora do conto no Duna Beach - Lagos

Um refrescar do conceito da hora do conto, saindo de espaços tradicionais como escolas ou bibliotecas para um espaço de animação de verão. É o que propõe Tristana Esteves Cardoso ao convidar para "A HORA DO CONTO" no Duna Beach na Meia Praia (Lagos) .
Tristana Esteves Cardoso, escritora infantil já com dois livros editados na colecção do Super Bibas, é a gestora do projecto infantil Duna Kids.

De 15 de Julho a 14 de Agosto, aos sábados, o Duna Kids convida os mais novos e os pais a partir das 10h30 da manhã a ouvirem figuras conhecidas que aqui vão contar histórias e falar um bocadinho das suas experiências profissionais. O parceiro editorial é a Editorial Estampa o que permitirá ainda (re)lançamentos infantis de

De 15 de Julho a 14 de Agosto, aos sábados, o Duna Kids convida os mais novos e os pais a partir das 10h30 da manhã a ouvirem figuras conhecidas que aqui vão contar histórias e falar um bocadinho das suas experiências profissionais. O parceiro editorial é a Editorial Estampa o que permitirá ainda (re)lançamentos infantis de autores conhecidos e que irão participar activamente com as crianças.

Página Facebook do evento: www.facebook.com/event.php?eid=236798043011854

CONTAR HISTÓRIAS:
  • José Figueiras (6Ago)
  • Madjer (23Jul)
  • Pedro Reis (16Jul)
  • Quimbé (16Jul)
  • Francisco Menezes (23Jul)
  • Maria Lacerda (16Jul)
  • Susana Lacerda (16Jul)
  • Sofia Fernandes (6Ago)
  • Gonçalo Santana (6Ago)
AUTORES: Relançamento de livros infantis