sábado, agosto 13, 2011

Proença-a-Nova: biblioteca móvel combate isolamento

Proença-a-Nova não baixa os braços perante o despovoamento acelerado das aldeias. Agora, há uma biblioteca móvel que leva livros, jornais e revistas às terras onde já não há quiosques, àqueles a quem as pernas já não ajudam e mesmo àqueles que não sabem ler.

Na aldeia de Fórneas, distante à volta de uns 20 quilómetros de Proença-a-Nova, o largo à entrada do povo será em breve uma espécie de centro comercial sobre rodas.

Ao cair da tarde, quente e seca, hão-de chegar a padeira, o merceeiro, o carteiro, o homem das rações e o bibliotecário.

Esta bibliomóvel, em tudo igual às outras bibliotecas, com a singular diferença de contar também com os que não sabem ler, segue pelas mesmas estradas que levaram mais do que trouxeram.

In: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/bibliomovel-biblioteca-proenca-a-nova-livros-revistas-tvi24/1270190-4071.html

sexta-feira, agosto 12, 2011

A formação em Ciência da Informação

A formação em Ciência da Informação: qualificação profissional e empregabilidade. O caso da Universidade Fernando Pessoa – Porto

Judite A. Gonçalves de Freitas*
Professora Associada com Agregação
Universidade Fernando Pessoa – Porto
jfreitas@ufp.pt
António Borges Regedor
Pós-Graduadoem Ciências Documentais
Universidade Fernando Pessoa - Porto**
aregedor@ufp.pt


Resumo:
O presente texto pretende apresentar os resultados do inquérito lançado aos discentes que frequentaram a Pós-graduação em Ciências da Informação e da Documentação[1] da Universidade Fernando Pessoa desde o ano lectivo de 2000/2001 até à actualidade, na perspectiva de abordar a relação entre a formação oferecida e a inserção no mercado laboral[2]. Por conseguinte, na presente comunicação são abordadas as questões relacionadas com a formação profissional versus emprego qualificado, inserindo-as no quadro de desenvolvimento do ensino proposto pelo Processo de Bolonha e pelo Actual Quadro Europeu de Qualificações para a aprendizagem ao longo da vida que visam assegurar a qualificação dos estudantes e a empregabilidade dos trabalhadores profissionalizados no espaço europeu.
Às universidades europeias coube, desde o ano de 1999, o papel de proceder às necessárias adaptações de forma a conceder a educação e a formação indispensáveis ao desenvolvimento da actual da Sociedade da Informação e do Conhecimento. Em resposta às mais recentes exigências de qualificação dos profissionais da Ciência da Informação, a Universidade Fernando Pessoa concebeu um plano de estudos pós-graduado que colocou em execução desde o ano lectivo de 2000/2001 e que oferece formação especializada na área BAD[3], com destaque para a aplicação das novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) à gestão integrada dos sistemas documentais e à gestão de novos serviços. Confrontados com a necessidade de dar resposta ao aparecimento de novas realidades sociais e informacionais, para que especialmente estão vocacionados os profissionais da informação, consideramos como fundamental a oferta de formação vocacionada.


Palavras-Chave: Formação; inserção no mercado laboral; profissionalização; regiões de emprego; Ciência da Informação; estudo de caso


1. A matéria de edificação do formulário – breve apresentação
Neste trabalho começaremos por descrever sumariamente os meios utilizados para aferir os dados passíveis de estabelecer uma relação entre os itinerários de formação, as opções educativas dos discentes que frequentaram a Pós-graduação em CID e a inserção no mercado laboral.
Para abordar a questão-chave do trabalho: que relação existe entre a formação em ciência da informação e da documentação e a inserção no mercado laboral, desenvolvemos um formulário de inquérito por questionário de resposta fechada no sentido de proceder posteriormente à análise dos respectivos dados quantitativos de acordo com cinco questões essenciais:
a) a ligação entre a formação secundária, formação académica e formação pós-graduada;
b) origens geográficas e local onde desenvolvem actividade laboral;
c) experiência profissional versus situação profissional;
d) mobilidade profissional e, the last but not least,
e) a contribuição das actividades de formação e educação pós-graduada no desempenho profissional em Bibliotecas, Centros de Documentação e Arquivos.

Por conseguinte, o formulário inclui dados de informação geral, nomeadamente identificação do discente e graus de formação anterior; um conjunto de questões que visam avaliar o percurso escolar (áreas de formação ao nível do ensino pré-universitário e universitário), perguntas que visam esclarecer quais foram os principais meios de acesso ao mercado laboral (formação, profissionalização, estágio ou outros) e ao estabelecimento dos respectivos vínculos, o estabelecimento de uma relação entre qualificação e progressão de carreira bem como a satisfação pessoal dos inquiridos[4]. Os dados reunidos através da administração do questionário foram posteriormente inseridos no software EXCEL de forma a obter os valores absolutos e percentuais em relação a cada um dos grupos de questões colocadas.
Deste modo o que procuramos saber é se existe uma relação de proximidade entre a formação qualificada adquirida e as actuais exigências do mercado empregador[5].


2. A formação especializada em Ciência da Informação: um caminho para a integração sócio-profissional?

Comecemos por abordar a questão da área de formação pré-universitária dos discentes que procuraram formação qualificada na área da Ciência da Informação oferecida na UFP. Os dados percentuais do quadro que de seguida apresentamos dizem-nos que 59% dos formandos provém das Humanidades, 36 % da área das Ciências e apenas 5% da área específica da Ciência da Informação. Os dados estatísticos confirmam a tendência patenteada desde há muito que associa as ciências documentais / Ciência da Informação a uma formação preferentemente humanista; no entanto, pensamos que esta situação tenderá a matizar-se nos próximos tempos no nosso país, à semelhança do que actualmente se passa noutros estados europeus onde a oferta de cursos pós-graduados se faz há mais tempo. Uma de entre as possíveis justificações para a alteração (que se vislumbra nos 36% de formandos) prender-se-á com a circunstância da Ciência da Informação se ter transformado ao longo das três últimas décadas numa área do saber multidisciplinar, abarcando áreas que vão da informática aplicada (incluindo informação tecnológica e arquivos e bibliotecas digitais), a gestão da informação e do conhecimento, a gestão das organizações, marketing institucional e a avaliação, para além das áreas de formação tradicionais mais próximas da dimensão de tratamento documental propriamente dito. Esta mudança deve-se à introdução das (TIC) Tecnologias de Informação e Comunicação no modelo organizacional em geral, a tal ponto que a informação hoje é considerada um recurso estratégico das empresas e organizações e da sociedade no seu todo. Os perfis profissionais tendem a adaptar-se a esta mudança, procurando dar a melhor resposta às exigências das organizações e aos novos desafios tecnológicos.

Quanto à formação universitária é interessante verificar que, não obstante a supremacia da História, com uns 36%, segue-se um grupo alargado de indivíduos que frequentaram áreas bastante diversificadas – 26%, e outro com valor significativo que detém formação na área das Literaturas - 17%. Deste modo se vem a confirmar a tendência que há pouco prenunciamos – a de que as áreas de formação universitária são cada vez mais diversificadas e abrangem um número significativo de outros domínios científicos. Um outro dado bastante interessante é o relativo ao facto de 14% dos nossos formandos terem um Mestrado noutra área ou de já terem frequentado um que por diversos motivos não chegaram a concluir.

Uma larga maioria dos inquiridos detém experiência profissional – 69% do total, metade dos quais (50%) já teve uma experiência em Biblioteconomia, Arquivo e Documentação e 31% desenvolveu actividades de ensino. Estes dados reiteram à partida a ideia de que a passagem, mesmo que curta, pelo exercício profissional na área é um dos principais factores de ingresso em formação avançada (pós-graduada). Um despertar de vocações tardio já que a oferta e a divulgação de formação na área BAD junto das escolas é escassa. Por conseguinte, ao nível do ensino secundário a oferta de disciplinas específicas é pontual, e no nosso país a criação do primeiro curso de 1º ciclo de formação (licenciatura) só veio a verificar-se no ano de 2001.

Quanto à questão da origem geográfica predominante dos formandos podemos constatar no gráfico seguinte que um número significativo proveio da área metropolitana do Porto, 38% do total, a que poderemos juntar mais 31 % com origens diversas no Norte do país. A região Centro é também uma área de recrutamento importante de discentes, com 29% do total durante estes 8 anos de funcionamento da pós-graduação em CID. Da região Sul do país contam-se apenas 2% do total dos nossos estudantes. A distância associada à oferta de cursos pós-graduados nas unidades de ensino universitário da cidade de Lisboa é certamente o principal factor explicativo.

Constatamos que os valores relativos não se afastam muito se comparados na globalidade, com excepção do valor reportável à cidade de Lisboa, no Sul do país, representando apenas 2% do total inquiridos. Assim sabemos que 33% dos indivíduos desenvolvem actividade laboral na área Metropolitana do Porto, os mesmos 29% na região Centro do país, 24% na região Norte. Os dados evidenciam que 88% do total dos pós-graduados se encontram empregados - valor que muito nos apraz registar. Se bem que os valores percentuais nos permitam concluir da boa integração laboral dos pós-graduados em CID, não deveremos esquecer os que ainda permanecem desempregados não obstante deterem especiais qualificações profissionais. Faz parte deste núcleo 12% dos formados pela nossa instituição. Uma confrontação posterior destes valores com os de outras formações oferecidas permitir-nos-ia aferir do maior ou menor sucesso da integração laboral por via da qualificação profissional adquirida em BAD comparativamente a outras qualificações. Sem querer justificar inteiramente este valor devemos estar conscientes da conjuntura desfavorável em termos de colocação e inserção no mercado laboral, sobretudo para os buscam o primeiro emprego. De realçar, que em 2007 ataxa de desemprego era de 7,9%, sendo que com formação superior era de 8,3%.[6] Em 2006 estavam à procura do primeiro emprego 7,4% dos desempregados, tendo tido nesse mesmo ano a taxa de desemprego um acréscimo de 2,5%.[7] Estes dados valorizam a real importância da oportunidade de emprego proporcionada pela formação em Ciência da Informação e da Documentação.
Do mesmo modo procuramos saber mais acerca da evolução na situação profissional desde o momento da inscrição na Pós-graduação em CID até ao presente. Constatamos que 76 % dos nossos formandos já trabalhava quando se inscreveu na Pós-graduação, dos quais 60% estava empregado na área BAD. Em todo o caso, e de acordo com os dados obtidos a partir do inquérito, 24% conseguiu emprego na área durante a frequência da pós-graduação e 26% diz mesmo ter conseguido emprego por esta via. Ingressaram no mercado laboral 19% após a conclusão da formação qualificada. Quer isto dizer que um número superior daqueles que obtiveram qualificação profissional encontrou emprego na área onde se qualificou.

A maioria trabalha em Biblioteca, respectivamente 33% em Bibliotecas Públicase 29% em Bibliotecas Universitárias(especializadas). São poucos os que trabalham em Bibliotecas Escolares, apenas 5% do total. Este número não nos surpreende já que no nosso país a larga maioria das escolas do ensino pré-universitário não dispõe de Bibliotecário nem Professor-bibliotecário com formação em CID. Nos Arquivos Públicos trabalha um número semelhante – 5% do total dos formandos. Os Arquivos de Empresa ocupam 10% dos nossos formandos e apenas 2% estão empregados em Arquivos Municipais[8]. Aspecto de especial interesse se veio a revelar a análise da questão da mobilidade e requalificação profissional e a progressão salarial. Relativamente à questão da mobilidade profissional podemos adiantar que 31% diz ter mudado de emprego após a conclusão da qualificação em BAD e 10% viu melhorada a sua situação económica e social por via de aumento salarial. De igual modo a conclusão da Pós-graduação em CID foi determinante para 21% em termos de progressão e requalificação profissional (subida de categoria).
Os dados do inquérito relativos à realização de estágio integrado fornecem-nos alguns elementos conclusivos importantes. O estágio foi realizado fora do local de trabalho por uns 36% do total de indivíduos e no local de trabalho para 40%, os restantes não responderam, não obstante o estágio ser obrigatório. Um núcleo significativo dos diplomados diz que a realização de estágio integrado lhes facilitou a mobilidade de local de emprego ou a inserção no mercado laboral BAD. Cerca de 33% diz trabalhar na instituição onde estagiou e 7% mudou de emprego após a conclusão do estágio. Acresce a estes dados que 14% do total considera que a Pós-graduação foi determinante na obtenção de emprego e 10% afirmam claramente que a realização de estágio integrado possibilitou a obtenção de emprego na área BAD.

Resta-nos proceder a uma breve e concisa referência às características da entidade empregadora. Uma maioria dos diplomados encontra-se a desenvolver actividade no sector público (55% do total). Na administração local estão empregados 38% e na administração central 17% do total dos empregados. Encontram-se a trabalhar em unidades documentais do sector privado 31% dos formados.

Os dados estão lançados, resta-nos apresentar as principais ilações conclusivas:
1ª) A formação pré-universitária e universitária de uma maioria dos que procuram formação pós-graduada na área BAD pertence ao grupo dos que frequentam cursos da área das ciências humanas e sociais, mas um grupo menor dos inquiridos permite-nos inferir de que a tendência pode estar a alterar-se ou, de algum modo, a matizar-se. São cada vez mais os que provém de outras áreas do saber, seja das ciências da informação (como é compreensível), seja as ciências aplicadas.
2ª) O número de alunos graduados com Mestrado constitui um indicador de que a formação em CID orientada para o mercado de trabalho é capaz de criar oportunidade de emprego.

3ª) O número de alunos que já tinham emprego, metade dos quais na área BAD, mostra que a formação foi escolhida na perspectiva de aprendizagem ao longo da vida e realizada numa área de inovação e de conhecimento que notoriamente se tem vindo a afirmar do ponto de vista social e profissional como uma necessidade.

4ª) Por outro lado, os dados permitem-nos inferir que esta área especializada de conhecimento se tem mostrado alternativa ao ensino, a comprovar pelo número de formandos, que na proporção de 1 para 2 tinham tido experiência profissional nesta área e que opta pela mudança.

Em jeito de fecho podemos adiantar que, no nosso país, a oferta de formação qualificada tem possibilitado uma mais rápida integração e/ou promoção no mercado de emprego na área de especialização, em parte devido ao esforço de actualização curricular verificada no ensino universitário e superior na última década. Por conseguinte, podemos afirmar que o especialista em Ciência da Informação e da Documentação actual está habilitado a gerir um sistema integrado de informação, dispondo de competências e conhecimentos sobre todo o processo de implementação, gestão e direcção de sistemas e serviços de informação e de documentação.


Bibliografia:

CARPALLO BAUTISTA, Antonio. La formación de los bibliotecários em las bibliotecas públicas españolas. [CD-ROM] In Bibliotecas e Arquivos: Informação para a cidadania, o desenvolvimento e a inovação. Actas do 9º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas. Ponta Delgada: BAD, 2007.

ESTIVIL RIUS, A. Tendencias en la formación de Profesionales Bibliotecarios. El proceso de convergencia europea, una oportunidad de redefinir las orientaciones profesionales y los contenidos de la titulación, 2004. Consultado em 15 de Janeiro de 2008. http://www.anabad.org/admin/archivo/docdow.pdh?id=198.

GARCÍA GUTIÉRREZ, Antonio. Introducción a la Documentación Informativa y Periodística. Sevilha: Editorial MAD, 1999.

Patrício, Helena Simões. Ensino e formação dos profissionais da informação europeus: uma referência mundial de qualidade até 2010? Consultado em 15 de Janeiro de 2008. badinfo.apbad.pt/Congresso9/COM102.pdf

VAZ, Francisco. A Formação em Ciências da Informação e da Documentação, 2006. Consultado em 12 de Dezembro de 2007.home.uevora.pt/~fvaz/Publica




* Professora Associada com Agregação em História e Estudos Políticos e Internacionais pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FL-UP). Professora da Universidade Fernando Pessoa (UFP). Coordenadora da Pós-graduação em Ciências da Informação e Documentação da Universidade Fernando Pessoa e docente. Investigadora do Centro de Estudos Medievais e do Renascimento – FL-UP - CEPESE (FCT); Investigadora do Centro de Estudos Culturais, da Linguagem e do Comportamento (CECLICO) – UFP (FCT).
** Diploma de Estudos Avançados – Suficiência Investigadora do Programa de Doutoramento em Metodologias y líneas de investigación en Biblioteconomia y Documentación pela Universidade de Salamanca; Pós-graduadoem Ciências Documentais pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto; Docente na Pós-graduação em Ciências da Informação e da Documentação da Universidade Fernando Pessoa. Licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto.
[1] Doravante Pós-graduação em CID.
[2] Agradecemos publicamente a colaboração dos Pós-graduados no preenchimento e devolução dos inquéritos.
[3] Biblioteconomia, Arquivo e Documentação.
[4] Cfr., em anexo, a matriz do Inquérito.
[5] Convém desde já alertar os leitores de que a avaliação que fizemos no que a este aspecto diz respeito produz-se em relação à situação actual e não pode daqui extrapolar-se para momentos muito posteriores, uma vez que as mudanças sociais e económicas são conjunturais e não são, no presente, completamente previsíveis.
[6] Instituto Nacional de Estatística. Principais Indicadores, www.ine.pe, consultado em 2008-01-26.
[7] Instituto do Emprego e Formação Profissional. Situação do Mercado de Emprego – Relatório Anual 2006. http://portal.iefp.pt/portal/, consultado em 2008-01-26.
[8] De referir que desde o início da abertura do curso de formação pós-graduada que temos vindo a verificar uma maior procura por parte dos discentes da variante de Biblioteca comparativamente à variante de Arquivo. Por conseguinte, não é de estranhar que os valores percentuais relativos aos pós-graduados em Arquivo sejam significativamente menores. Estes números devem ser vistos em termos proporcionais dentro da respectiva variante de especialização – Arquivo e Biblioteca.

In: http://bibvirtual.blogs.sapo.pt/

quinta-feira, agosto 11, 2011

Viegas considera que "Portugal tem um excesso de equipamentos culturais"

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, admitiu hoje, no Parlamento, que "Portugal tem um excesso de equipamentos culturais" e muitos deles não estão aproveitados.

Das 70 salas da rede de cine-teatros, só sete cumprem as exigencias para ter acesso às verbas do QREN-Quadro de Referência Estratégico Nacional: ter 150 eventos programados e cinco mil espetadores, disse o secretario de Estado da Cultura na comissao parlamentar de Educação, Ciência e Cultura.

"Há um problema sério com os cine-teatros", lamentou. "Portugal tem excesso de equipamentos culturais. Lamento ser politicamente incorreto", continuou Francisco José Viegas, avisando que poderá não haver público para tantos espaços.

Vamos assistir ao estrangulamento financeiro de muitas autarquias" se a sustentabilidade dos cine-teatros não for assegurada, disse.

O tutelar da pasta da Cultura falou ainda da área do livro e das bibliotecas como um segmento central do seu trabalho, mas também aqui admitiu problemas.

"As bibliotecas da rede péblica vivem um periodo de crise e precisam de um novo plano", afirmou.
Como razões dessa crise apontou a mudança dos hábitos de leitura e o crescimento da rede de bibliotecas escolares, que atualmente são concorrentes das bibliotecas públicas, reconheceu.

In: http://www.ionline.pt/conteudo/139492-portugal-tem-um-excesso-equipamentos-culturais

quarta-feira, agosto 10, 2011

Novo número da Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação

A Revista Digital de Biblioteconomia e Ciencia da Informação acaba de publicar mais um número. Abaixo consta o sumário desse número (v. 9, n. 1, 2011). O texto completo dos artigos pode ser consultado no:

http://143.106.108.14/seer/ojsnovo/index.php/sbu_rci

Editorial (Gildenir Carolino Santos, Danielle Thiago Ferreira)

Artigos

• A informação artística (Ana Claudia Inácio da Silva Pirolo)

• Normas técnicas e comunicação científica: enfoque no meio acadêmico (Isabel Merlo Crespo, Ana Vera Finardi Rodrigues)

• O monitoramento de notícias como ferramenta para a inteligência competitiva (Ariane Barbosa Lemos, Ricardo Rodrigues Barbosa, Mônica Erichsen Nassif Borges)

• A importância da implantação de uma administração voltada para aquisição de periódicos em bibliotecas em sistemas de rede (Janaina Leal)

• Informação na twitosfera (Cláudio Diniz Alves)

• No movimento da leitura das histórias em quadrinhos: uma proposta discursiva para a ciência da informação (Angela Ferraz, Daiana Ellen Canato, Nádea Regina Gaspar)

• Análise lexicográfica de dicionários da ciência da informação (Jessica Camara Siqueira)

• A interferência da biblioteconomia clínica para o desenvolvimento da saúde (Antonio Guilherme Rocha Guimarães, Mirtysiula Cadengue)

Pesquisa

• Em busca da pedagogia da emancipação na educação para a competência em informação sustentável (Elisabeth Adriana Dudziak)

• Arquitetura de conhecimentos sobre sistemas aquíferos (Vitor Vasconcelos, Paulo Martins Júnior, Douglas R Jano)

Comunicações

• A inovação como dimensão socioeconômica do conhecimento (Kilma Gonçalves Cezar, Cristiane Barreto Gomes)

• A universidade e a "sociedade da informação" (Maria Nélida González de Gómez)

Relatos de experiência

• A experiência da utilização de blogs na disciplina teoria e prática da leitura: construindo o portfólio eletrônico (Débora Adriano Sampaio)
 

terça-feira, agosto 02, 2011

3ª JORNADA DE REFLEXÃO, 10 DE SETEMBRO, PÓVOA DE VARZIM

Como tem vindo a ser anunciado, a BAD vai realizar a 3ª Jornada de Reflexão, na sequência das que antes tiveram lugar na Nazaré e em Moura, com larga participação de associados e de outros profissionais interessados em debater as questões com que estão confrontados e em apoiar a Associação na consolidação de uma estratégia para defesa dos seus interesses profissionais.

Esta última Jornada foi prevista para a Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, na Póvoa de Varzim - na intenção de facilitar uma maior aproximação sobretudo aos colegas do norte do país – para o próximo dia 10 de Setembro (sábado).

De manhã, pelas 10h30, será feita a entrega a Ana Lúcia Terra, do Prémio Raul Proença / 2009, patrocinado pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas.

Após o almoço, dar-se-á início aos trabalhos da Jornada, desta vez subordinada ao tema “Qualificação dos Profissionais da Informação” e no fim, proceder-se-á à análise do resultado dos contributos até agora conseguidos.

A participação de todos os eventuais interessados na Jornada é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia, por exigências organizativas, através do preenchimento do formulário - que deverá ser-nos enviado logo que possível, mas impreterivelmente até 5 DE SETEMBRO - constante do programa que aqui se divulga  http://www.apbad.pt/Formacao/Formacao_3JornadaPovoaVarzim.htm

Aguardamos a vossa activa participação certos de que VAI VALER A PENA!

Saudações associativas,

O Conselho Directivo Nacional 

sábado, julho 30, 2011

VII Congresso SOPCOM em Dezembro na Universidade do Porto

O VII SOPCOM irá decorrer de 15 a 17 de Dezembro na Universidade do Porto sob o tema “Meios Digitais e Indústrias Criativas – os efeitos e os desafios da Globalização”.

Este congresso pretende discutir o papel das indústrias criativas, assim como a sua relação com os meios digitais em Portugal e no Mundo, reunindo, para o efeito, a comunidade científica nacional que, pela primeira vez, incluirá a par das Ciências da Comunicação a área da Ciência da Informação.
Os congressos da SOPCOM (Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação) realizam-se de dois em dois anos, em sistema de rotatividade entre universidades portuguesas, cabendo a organização da presente edição à Universidade do Porto, através da sua unidade de investigação CETAC.MEDIA (Centro de Estudos das Tecnologias e Ciências da Comunicação).

In: http://www.bad.pt/noticia/2011/07/20/vii-congresso-sopcom-em-dezembro-na-universidade-do-porto/

sexta-feira, julho 29, 2011

Plano Nacional de Leitura já escolheu livros recomendados para ano lectivo 2011/2012

O Plano Nacional de Leitura (PNL) já escolheu a nova lista de livros recomendados para os professores para o ano lectivo 2011/2012.
No total são mais de 2.000 títulos, seleccionados entre milhares, para crianças e adolescentes, mas também para os adultos que frequentam os centros Novas Oportunidades.
O Plano Nacional de Leitura, comissariado por Fernando Pinto do Amaral, foi criado em 2006 com o objectivo de desenvolver nos jovens competências nos domínios da leitura e da escrita.
Anualmente, o PNL propõe centenas de livros técnicos, informativos, de ficção, poesia, álbuns ilustrados, romances, clássicos da literatura portuguesa e estrangeira, que servem de orientação para os professores ao longo de um ano lectivo.
Entre os livros recomendados para ler em voz alta aos mais pequenos constam títulos de David McKee, Leo Lionni, Eric Carle, Lucy Cousins, Jutta Bauer, Quentin Blake, quase todos autores premiados.
A eles juntam-se os portugueses Alice Vieira, José Jorge Letria, Isabel Minhós Martins, António Torrado, António Mota, Manuela Bacelar, Luísa Ducla Soares.
Para as leituras orientadas na sala de aula são propostos, por exemplo, o clássico para a infância O livro da Tila, de Matilde Rosa Araújo, e O papão no desvão, de Ana Saldanha, que valeu a Yara Kono o Prémio Nacional de Ilustração. Há ainda textos tradicionais dos irmãos Grimm, de La Fontaine ou de Hans Christian Andersen, e obras incontornáveis como A fada oriana e A floresta, de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Para os alunos do ensino secundário, são sugeridos títulos de José Saramago, Jorge de Sena, Samuel Beckett, José Eduardo Agualusa, poesia de Herberto Helder, Cervantes e Homero.
Algumas das obras presentes nas listas do Plano Nacional de Leitura, fazem parte do fundo bibliográfico da BME.
Fonte: Público

quinta-feira, julho 28, 2011

Oferta formativa da BAD é acreditada pela DGERT

Tal como está expresso na sua missão, a BAD desenvolve a sua actuação na defesa dos profissionais da informação e, através do seu sector da formação, contribui para a valorização destes profissionais.
Assim, e desde a sua fundação em 1973, a actividade formativa da BAD tem tido uma importância estratégica na qualificação dos profissionais de informação em Portugal.
A Sociedade da Informação exige novos conhecimentos e novas práticas. Por isso, hoje, mais do que nunca, a formação contínua dos profissionais de informação é determinante para o seu futuro.

A BAD pode ajudá-lo(a) oferecendo-lhe um leque diversificado de acções de formação contínua de grande qualidade, acreditadas pela DGERT – Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, respondendo, assim, às suas necessidades formativas na área das ciências da informação.

In: http://www.bad.pt/noticia/2011/05/30/oferta-formativa-da-bad-e-acreditada-pela-dgert/

terça-feira, julho 26, 2011

ISBD: International Standard Bibliographic Description Consolidated Edition

This is the new edition of the first consolidated ISBD that was published in 2007. The first years of usage have led to interesting and useful corrections and additions. Many cataloguers and practitioners worldwide will welcome this updated first class tool, which is useful and applicable for descriptions of bibliographic resources in any type of catalogue.

ISBD: International Standard Bibliographic Description - Consolidated Edition

Edited by the Standing Committee of the IFLA Cataloguing Section
Berlin/Munich: De Gruyter Saur, 2011
ISBN 978-3-11-026379-4
(IFLA Series on Bibliographic Control; Nr 44)
Euro 89.95 / for USA, Canada, Mexico US$ 135.00
Special price for IFLA members Euro 69.95 / for USA, Canada, Mexico US$ 105.00
  • Also available as an eBook
In: http://www.ifla.org/en/publications/ifla-series-on-bibliographic-control-44

Mestrado em Ciências da Educação – Especialização em Bibliotecas Escolares e Literacias do Séc. XXI

O Mestrado em Ciências da Educação – Especialização em Bibliotecas Escolares e Literacias do Séc. XXI (biénio 2011/2013), que está direcionado não só para Professores Bibliotecários, como também para outros profissionais relacionados com esta área ou com vontade de desenvolver competências na área das Bibliotecas Escolares /CRE.
O Mestrado em Ciências da Educação – Especialização em Bibliotecas Escolares e Literacias do Séc. XXI, a decorrer pelo terceiro ano consecutivo, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, pretende corresponder aos novos desafios que se colocam às Bibliotecas Escolares/CRE, conferindo a estes profissionais competências ajustadas às necessidades da função, mas com a dupla valência de ser um Segundo Ciclo em Ciências da Educação, podendo posteriormente, estes alunos prosseguirem para o Doutoramento em Educação.
A aprovação no 1º ano do curso (parte curricular) confere o Certificado de Pós-Graduação. Este Curso encontra-se ainda certificado pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, conferindo o 1º ano do curso, o Certificado de Formação Especializada.
A Universidade Lusófona, procura com este curso, como é seu lema, responder o mais globalmente possível às exigências dos alunos, apresentando um plano curricular inovador e atualizado, de acordo com as reais necessidades dos Professores Bibliotecários e outros professores e profissionais relacionados diretamente com esta área, tanto no âmbito documental, como tecnológico e educacional.
Para o efeito, procurou-se dotar este Curso com os Professores de referência nas diferentes áreas do currículo do mesmo – Ciências da Educação/Bibliotecas -, incluindo Coordenadores Interconcelhios de Bibliotecas Escolares, responsáveis pelos Serviços SABE e outros especialistas nas áreas das matérias que ministram.
Poderá desde já efetuar a sua candidatura on-line em http://candidaturas.grupolusofona.pt/COL/index.html
As aulas realizar-se-ão na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Campo Grande, 376 LISBOA (Metro Campo Grande e vários autocarros com paragem à porta), às Segundas e Terças Feiras, das 18.30 às 22.30, durante o 1º semestre e às Segundas, Terças e Quartas Feiras, no 2º semestre, no mesmo horário, concluindo-se assim a parte curricular, sendo os 3º e 4º semestres não letivos, para a elaboração tutelada da Dissertação de Mestrado.
Para esclarecimentos adicionais, por favor, consulte http://www.ulusofona.pt/index.php/ensino/escolas-faculdades-e-institutos/instituto-de-educacao/mestrados-2%C2%BA-ciclo/mestrado-em-ciencias-da-educacao-esp.-em-bibliotecas-escolares-e-literacias-do-sc.xxi-2.%C2%BAciclo.html ou contate:
Dr.ª Nádia Nunes (Secretária do Curso)- 21 751 55 00 Ext. 2162- nadia.nunes@ulusofona.pt
Prof. Doutora Gisélia Felício (Diretora do Curso)- 21 751 55 88- giselia.felicio@ulusofona.pt

In: http://www.incite.pt/2011/07/25/mestrado-em-cincias-da-educao-especializao-em-bibliotecas-escolares-e-literacias-do-sc-xxi/

Mestrado em Ciências Documentais

Já se encontram abertas as candidaturas ao Curso de Mestrado em Ciências Documentais, que a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias ministra, há três anos consecutivos, tendo como experiência, na formação de excelentes profissionais, dotados das competências e capacidades na área da Documentação, Arquivística e Gestão da Informação em geral, o Curso de Pós-Graduação em Ciências Documentais ministrado, nesta Universidade, desde 1998,
Este curso tem a duração de 4 semestres/ 120 ECTS contendo, no 1º Ano (1º e 2º semestres) um conjunto de disciplinas de tronco comum, no 3º semestre, o aluno terá as disciplinas correspondentes às duas Variantes
  • Arquivos ou Bibliotecas e Centros de Documentação em que o aluno poderá optar por fazer apenas uma das variantes ou as duas, o que lhe permitirá, neste caso, ficar com 2 Pós-Graduações:
    • Curso de Pós-Graduação em Ciências Documentais/ Variante de Bibliotecas e Centros de Documentação
    • Curso de Pós-Graduação em Ciências Documentais/ Variante de Arquivos
No caso do aluno pretende obter o grau de Mestre, deverá no 4º semestre, elaborar a respectiva dissertação.
As aulas deste Curso decorrem no 1º semestre, de 2ª a 4ª Feira, das 18 às 22 horas e no 2º semestre, de 2ª a 5ª feira, no mesmo horário.
O Curso tem as seguintes mais valias:
1- Obter o grau de Mestre em Ciências Documentais, sendo que a parte curricular do Mestrado concede o certificado de Pós-Graduação em Ciências Documentais;
2- No caso da Pós-Graduação, o aluno poderá ter as duas Variantes: Variante de Arquivos e Variante de Bibliotecas e Centros de Documentação, que podem ser feitas no mesmo ano lectivo, com o respectivo estágio, ficando assim com dois cursos de Pós-Graduação, realizados em simultâneo;
3- Ganhar competências e experiência prática em contexto real de trabalho, através da frequência do Estágio;
4- Ganhar competência investigadora para a elaboração da Dissertação e caso o deseje, poder evoluir para o Curso de Doutoramento em Documentación, também ministrado pela Universidade Lusófona, ao abrigo de um Convénio realizado com a Universidade de Alcalá;
4- Podem inscrever-se, neste Curso, em regime de Curso Livre, nas diferentes disciplinas para actualização permanente de conhecimentos, outros técnicos de Bibliotecas ou de Arquivos, mesmo que não sejam detentores de uma licenciatura ou se encontrem a frequentar a mesma;
5- Frequentar dois cursos e/ou apenas um, cuja aposta incide nos novos desafios da Profissão de Gestor da Informação (Bibliotecário, Arquivista, Documentalista) e nas mais recentes técnicas e instrumentos de trabalho, dado o currículo do Curso estar em permanente atualização, em consonância com o evoluir das competências que os profissionais de informação devem ter.
6- O Mestrado em Ciências Documentais confere os conhecimentos básicos e é factor de preferência para a prossecução dos Estudos de Doutoramento em Biblioteconomia e Arquivística, a realizar pela Universidade Lusófona, no âmbito do convénio estabelecido com a Universidade de Alcalá de Henares (Espanha) para o efeito.
Mesmo que não tenha terminado a licenciatura, poderá inscrever-se neste Curso, ao abrigo do art.º 46 do Decreto-Lei nº 74/2006 que permite a inscrição em unidades curriculares subsequentes, enquanto se conclui o 1º ciclo.
Se esta informação foi do seu interesse ou está relacionada com a sua formação e área profissional, não deixe de consultar o website em
http://www.ulusofona.pt/index.php/ensino/escolas-faculdades-e-institutos/escola-de-comunicacao-artes-e-tecnologias-da-informacao/mestrados-2º-ciclo/mestrado-em-ciencias-documentais-2.º-ciclo.html ou obter mais informações através do telefone 21 751 55 00 ext. 2162 ou do email nadia.nunes@ulusofona.pt (Assessoria do Curso).
Poderá desde já fazer a sua candidatura online (sem custos para alunos e ex-alunos do Grupo Lusófona) em http://candidaturas.grupolusofona.pt/COL/index.html

In: http://www.incite.pt/2011/07/25/mestrado-em-cincias-documentais/

Uma Biblioteca com 170 anos

Por alvará da rainha Dª Maria II, como consequência da legislação liberal sobre a fundação de bibliotecas, foi criada em 13 de Julho de 1841 a BIBLIOTECA PÚBLICA DE BRAGA, ficando instalada no antigo Convento dos Congregados, onde começaram a ser recolhidos e tratados os livros provenientes das riquíssimas livrarias conventuais da região.

O seu primeiro bibliotecário, Manuel Rodrigues da Silva Abreu, homem de firmes convicções liberais, competente e dedicado, enfrentou desde o início inúmeros obstáculos, a começar pelo facto de a biblioteca ter que partilhar as instalações com o Liceu de Braga até à hostilidade do então presidente da Câmara bracarense, movido por interesses obscuros. Em 1846, durante a revolta da Maria da Fonte, a biblioteca chegou mesmo a ser ocupada por forças miguelistas, o mesmo sucedendo no ano seguinte, perante o desespero do bibliotecário que, corajosamente, durante dias permaneceu nas instalações para evitar roubos e destruições de livros.
Contra a sua vontade a biblioteca foi inaugurada oficialmente, por imposição camarária, em 1857, fechando as portas logo no dia seguinte, por não ter condições para estar aberta ao público, o que só viria a acontecer um ano depois.
Rodrigues Abreu faleceu em 1869 e a partir daí a BPB foi funcionando irregularmente até atingir enorme decadência nos anos finais da monarquia, altura em que era vítima de grande desleixo e mesmo roubo de obras valiosas feito por alguns seus funcionários.
Com a proclamação da República e a nomeação de Alberto Feio como seu bibliotecário (director em 1918), a biblioteca ganha novo fôlego e novas responsabilidades, com a criação do Arquivo Distrital, dela dependente, em 1917 e a aposta decidida na sua dignificação e colocação ao serviço de um público cada vez mais numeroso e exigente, que os anseios culturais do novo regime a ela atraíam.
As instalações tornaram-se exíguas, as colecções bibliográficas e os fundos documentais aumentavam incessantemente, durante anos procurou-se um espaço alternativo, até que em 2 Dezembro 1934, já em pleno Estado Novo, se inaugurou solenemente o novo edifício da biblioteca e do arquivo, instalados agora no antigo Paço do arcebispo D. José de Bragança, magnificamente restaurado para o efeito, a que depois se acrescentariam a ala medieval e a galeria Moura Teles.
Entretanto a BPB passou a beneficiar de depósito legal e a receber por compra ou doação espólios de grandes figuras locais, tornando-se por esse facto uma instituição cultural de relevo.
Contudo vivia com grandes dificuldades, quer em termos de recursos humanos, quer financeiros, o que limitava parte da sua actividade como serviço público (apesar da criação de uma secção infantil), atrasando-se o tratamento técnico das novas publicações e a sua disponibilização para leitura pública, bem como a preservação do valioso acervo.
Após o 25 de Abril de 1974 foi integrada na Universidade do Minho, em Dezembro de 1975, tendo beneficiado, sobretudo nos primeiros anos, do forte investimento que a UM fez na remodelação e conservação do edifício e colecções, na aquisição de mobiliário e equipamento, na informatização e no reforço do quadro de pessoal.
A Biblioteca Pública de Braga, unidade cultural da universidade, tornou-se uma referência a nível nacional, quer pela sua riqueza patrimonial, quer pelas inúmeras actividade de promoção do livro e da leitura que começou a realizar a partir de 1983, tais como encontros com escritores (o emblemático “Um escritor apresenta-se”), lançamentos de novos livros, conferências, colóquios, exposições, recitais de poesia, visitas de estudo, iniciativas voltadas para o público jovem, edição de catálogos e estudos diversos, colaboração regular na revista “Forum” (do Conselho Cultural da Univ. do Minho), etc.
Foi ainda por sugestão da BPB que nasceu a ideia da criação de uma biblioteca de leitura pública em Braga, numa solução inédita integrada no programa Bibliopolis do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, que envolveu a Universidade do Minho, a Câmara Municipal de Braga e o referido Instituto, concretizada em 2005 com a inauguração da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, de cujos fundos bibliográficos é beneficiária.
A BPB, mantendo-se aberta a todos os públicos, é hoje essencialmente uma biblioteca erudita e de conservação, detentora de um valioso património bibliográfico que urge preservar, o que faz com que seja procurada sobretudo por professores e estudantes universitários e por investigadores das mais diversas áreas do conhecimento.
Com todo este historial, sabendo sobreviver às mais diversas vicissitudes, instalada há 170 anos no coração de Braga, ao seu serviço e da região, a Biblioteca Publica de Braga, sem perder a sua identidade, a sua matriz simbólica, ciente dos problemas que terá que enfrentar, aguarda serena mas responsavelmente os desafios do futuro para prosseguir a sua missão como instituição da memória e espaço democrático de informação, cultura e conhecimento, acolhendo como sempre de braços abertos todos quantos a procuram e dela necessitam.

Henrique Barreto Nunes

In: http://www.bad.pt/noticia/2011/07/20/uma-biblioteca-com-170-anos/

sábado, julho 23, 2011

European Library & Europeana – vagas de emprego

A European Library & Europeana possui vagas de emprego para as seguintes áreas:
a. Java Developer
b. Jr. Marketing Specialist
c. Business Projects Coordinator
d. Programme Manager

In: http://dgarq.gov.pt/noticias/european-library-europeana-vagas-de-emprego/

PNL admite existência de autocolantes falsos e em livros não recomendados

Anualmente, o Plano Nacional de Leitura elabora listas de livros recomendados para professores e educadores para o ano lectivo em curso, destinados a crianças dos seis meses aos 16 anos, e ainda a adultos que frequentam os centros Novas Oportunidades. No total são mais de 2.000 títulos escolhidos entre os milhares de livros que as editoras enviam para a equipa do Plano.
Além desta selecção, o Plano Nacional de Leitura disponibiliza autocolantes oficiais que as editoras podem colar na capa dos livros que estão recomendados em cada ano. Esse autocolante oficial tem escrito "PNL Ler +".
Segundo um elemento da equipa do PNL, Conceição Barros, que afirmou à agência Lusa, existem diversas situações ilegais de editoras que colocam nos livros pequenos autocolantes não oficiais com referência ao Plano e outras que colocam autocolantes em livros que não foram recomendados.
"Todos os autocolantes que não tenham isto escrito não são os oficiais do Plano Nacional de Leitura. Já vimos autocolantes a dizerem 'autor recomendado pelo PNL', ora o plano não recomenda autores, recomenda livros de autores, o que é muito diferente", disse Conceição Barros.
Conceição Barros admitiu que a existência desse autocolante num livro chama a atenção do comprador, porque é uma espécie de certificado de garantia, mas o consumidor "também não se deixar ir só pelo autocolante", tem que se informar.
Não são muitas as editoras infractores, referiu a responsável, mas algumas fizeram "ouvidos moucos" à recomendação do PNL e é difícil ao programa controlar todas as situações.
Todos os livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura podem ser consultados na página oficial em http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/.



Fonte: Público

Biblioteca Pública de Nova York fez 100 anos

http://www.npr.org/2011/05/23/136582351/ny-public-library-celebrates-100-years-of-open-doors

quinta-feira, julho 21, 2011

O "efeito Google" está a mudar a forma como memorizamos informação

Há quatro anos, Betsy Sparrow, psicóloga e professora assistente da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, estava a ver um filme a preto e branco, dos anos 40. Sabia que conhecia uma das actrizes, a cara era-lhe familiar, mas... não se lembrava do nome dela. Não perdeu muito tempo. Agarrou no smartphone, entrou na Internet e teve a resposta em segundos. "Como é que se fazia antigamente para memorizar coisas destas?", recorda-se de perguntar, em conversa com o marido, nessa mesma noite.
Algum tempo depois, decidiu estudar a questão, com dois colegas. A equipa acaba de publicar um artigo na revista Science que resulta de uma série de experiências com estudantes da Universidade de Harvard. Chama-se O Efeito Google na Memória: Consequências cognitivas de ter a informação na ponta dos dedos. Uma das experiências consistiu, no essencial, no seguinte: pediu-se a um grupo de estudantes que escrevessem no computador um conjunto de informações; antes de começarem, os investigadores disseram a metade dos alunos que o que iriam escrever ficaria guardado no computador; à outra metade foi dito que a informação se perderia. De seguida, pediu-se-lhes que reproduzissem as frases, de cabeça. Resultado: os que achavam que a informação tinha desaparecido revelaram, de longe, melhor memória, "como se os seus cérebros tivessem feito um backup". Os que acreditavam que poderiam consultar a informação, porque ela estava guardada, saíram-se pior.

Numa outra experiência, os estudantes tiveram que escrever perguntas e respostas, sendo a informação guardada em diferentes "pastas". No final, os alunos revelaram ser mais capazes de recordar as "pastas" onde podiam encontrar as respostas do que as respostas propriamente ditas.

Se dantes as pessoas confiavam nos livros, nos colegas e nos familiares para as ajudarem a encontrar determinadas informações - é um clássico, por exemplo, que os homens confiem que as mulheres não deixarão escapar uma data importante e que elas confiem nos maridos para se lembrar do nome de um amigo distante - hoje confiamos cada vez mais que a Net cumpre essa função. A Net tornou-se uma espécie de banco pessoal de memória.


Fonte: Público

Divulgado o Relatório da situação dos sistemas de arquivo da Administração Central do Estado

Encontra-se já disponível o Relatório da situação dos sistemas de arquivo da Administração Central do Estado (ACE), realizado pela DGARQ em 2010.

Para a sua elaboração foram realizados dois questionários que obtiveram a resposta de mais de 150 organismos, possibilitando, deste modo:
1) Conhecer a actuação das Secretarias-Gerais e de outros organismos da ACE no âmbito das suas competências de gestão de documentos de arquivo, desenvolvidas após o PRACE – Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado;
2) Caracterizar a estrutura e o funcionamento dos seus sistemas de arquivo;
3) Fornecer dados que suportem a elaboração de uma proposta de estratégia conjunta com vista à melhoria da intervenção das Secretarias-Gerais no domínio da qualificação dos sistemas de arquivo da ACE.
A DGARQ tenciona, ainda durante este ano, realizar uma Jornada pública de reflexão e debate sobre a situação destes arquivos e perspectivas para o seu desenvolvimento”.

Fonte: www.dgarq.gov.pt.

http://dgarq.gov.pt/files/2011/05/Relatorio_questionarios_ACE_2010_v1.2.pdf

quarta-feira, julho 20, 2011

Hora do conto no Duna Beach - Lagos

Um refrescar do conceito da hora do conto, saindo de espaços tradicionais como escolas ou bibliotecas para um espaço de animação de verão. É o que propõe Tristana Esteves Cardoso ao convidar para "A HORA DO CONTO" no Duna Beach na Meia Praia (Lagos) .
Tristana Esteves Cardoso, escritora infantil já com dois livros editados na colecção do Super Bibas, é a gestora do projecto infantil Duna Kids.

De 15 de Julho a 14 de Agosto, aos sábados, o Duna Kids convida os mais novos e os pais a partir das 10h30 da manhã a ouvirem figuras conhecidas que aqui vão contar histórias e falar um bocadinho das suas experiências profissionais. O parceiro editorial é a Editorial Estampa o que permitirá ainda (re)lançamentos infantis de

De 15 de Julho a 14 de Agosto, aos sábados, o Duna Kids convida os mais novos e os pais a partir das 10h30 da manhã a ouvirem figuras conhecidas que aqui vão contar histórias e falar um bocadinho das suas experiências profissionais. O parceiro editorial é a Editorial Estampa o que permitirá ainda (re)lançamentos infantis de autores conhecidos e que irão participar activamente com as crianças.

Página Facebook do evento: www.facebook.com/event.php?eid=236798043011854

CONTAR HISTÓRIAS:
  • José Figueiras (6Ago)
  • Madjer (23Jul)
  • Pedro Reis (16Jul)
  • Quimbé (16Jul)
  • Francisco Menezes (23Jul)
  • Maria Lacerda (16Jul)
  • Susana Lacerda (16Jul)
  • Sofia Fernandes (6Ago)
  • Gonçalo Santana (6Ago)
AUTORES: Relançamento de livros infantis

O que é uma Biblioteca?

Mas afinal o que define uma biblioteca, será o suporte do seu acervo bibliográfico? Lembram-se do paradigma pós-custodial? Não? Então é tempo de relerem isto: http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/artigo8861.PDF

In: http://a-informacao.blogspot.com/2011/07/o-que-e-uma-biblioteca.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+a-informacao+%28Blogue+%22A+Informa%C3%A7%C3%A3o%22%29